Os eletrodomésticos velhos devem ser entregues em ecocentros, lojas com retoma ou campanhas de recolha de REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos). Nunca devem ser colocados no lixo comum. Além do impacto ambiental, equipamentos muito antigos podem aumentar o risco de avarias elétricas e podem deixar de estar cobertos pelo seguro habitação.
Os eletrodomésticos fazem parte do dia a dia, mas chega uma altura em que deixam de funcionar, consomem demasiado ou simplesmente já não compensam reparar. Isto acontece frequentemente com equipamentos antigos como frigoríficos, máquinas de lavar roupa, fogões, fornos e esquentadores. Nessas situações, saber como fazer a recolha de eletrodomésticos velhos da forma correta é importante tanto para o ambiente como para a segurança da casa.
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Em Portugal, muitos destes equipamentos acabam ainda abandonados junto aos contentores ou integrados na chamada recolha de monos, quando na verdade devem seguir um circuito específico de reciclagem. Além disso, manter aparelhos muito antigos pode aumentar o risco de avarias elétricas, curtos-circuitos e até incêndios.
Neste artigo, explicamos onde colocar eletrodomésticos avariados, como funciona a lei para retoma de eletrodomésticos e porque reciclar também pode ajudar a proteger a tua habitação.
Onde descartar eletrodomésticos em Portugal?
Se estás a procurar onde colocar eletrodomésticos avariados, existem três opções principais em Portugal:
- Ecocentros municipais
- Recolha gratuita na compra de um novo equipamento
- Campanhas de recolha de resíduos elétricos e eletrónicos (REEE)
A escolha depende do tipo de aparelho, dimensão e estado do equipamento.
Os eletrodomésticos pertencem à categoria dos REEE — isto significa que não devem ser colocados no lixo comum. Felizmente, existem várias soluções simples para fazer a recolha de eletrodomésticos velhos de forma correta.
Ecocentros municipais
Os ecocentros municipais são um dos locais mais comuns para entregar equipamentos antigos. Podes deixar gratuitamente:
- Frigoríficos
- Máquinas de lavar
- Fornos e fogões
- Micro-ondas
- Televisões
- Computadores
- Pequenos eletrodomésticos
Normalmente, cada município tem regras próprias de entrega e horários específicos.
Recolha gratuita na compra de um novo aparelho
Ao comprar um novo eletrodoméstico, a loja é obrigada a aceitar o antigo equivalente. Esta é uma das medidas previstas na lei para retoma de eletrodomésticos e aplica-se, por exemplo, quando troca:
- Um frigorífico antigo por um novo
- Uma máquina de lavar avariada
- Uma televisão antiga
Em muitos casos, a recolha é feita no momento da entrega do novo equipamento.
Campanhas de recolha de REEE
Existem também iniciativas apoiadas por municípios, entidades ambientais e pela plataforma do Fundo Ambiental para incentivar o correto encaminhamento para reciclagem destes resíduos.
Em alguns programas, os beneficiários da tarifa social de energia elétrica podem ter acesso a apoios para substituição de equipamentos antigos por modelos mais eficientes. Estas campanhas têm datas e condições específicas por município. Consulta o teu município para saberes o que está disponível na tua área.
Ao longo do ano, várias entidades e municípios promovem campanhas de recolha de equipamentos elétricos e eletrónicos, incluindo:
- Pequenos equipamentos elétricos
- Equipamentos eletrónicos antigos
- Telemóveis e computadores
- Cabos, carregadores e acessórios
Quando um equipamento é recolhido corretamente, os materiais perigosos e componentes reutilizáveis são encaminhados para reciclagem adequada, evitando impactos ambientais negativos.
Recolha de monos e eletrodomésticos: é a mesma coisa?
É uma das dúvidas mais comuns e a resposta é não.
A recolha de monos destina-se a objetos volumosos sem componentes elétricos, como:
- Sofás
- Colchões
- Móveis
- Madeiras
Os eletrodomésticos e equipamentos eletrónicos são uma categoria à parte, os REEE, e devem seguir canais específicos de tratamento, porque contêm materiais perigosos (como gases refrigerantes, chumbo ou mercúrio) que precisam de reciclagem adequada e não podem ir para aterro.
Por isso, antes de deixar um aparelho na via pública, confirma sempre junto do município qual é o procedimento correto. Em muitos casos, existe recolha ao domicílio ou indicação do local onde podes entregar o equipamento gratuitamente.
O que são linha branca, castanha e cinzenta?
Estas categorias são usadas para distinguir diferentes tipos de equipamentos elétricos e eletrónicos. Também são relevantes no seguro habitação, porque definem limites de cobertura e indemnização. Explicamos mais abaixo.
Linha branca – Inclui os grandes eletrodomésticos usados em casa, como frigorífico, máquina de lavar roupa, máquina de lavar loiça, forno e termoacumulador.
Linha castanha – Refere-se aos equipamentos de entretenimento e imagem: televisões, sistemas de som, colunas e leitores multimédia.
Linha cinzenta – Inclui equipamentos tecnológicos e informáticos: computadores, tablets, telemóveis, smartwatches, consolas…
Riscos de manter eletrodomésticos obsoletos
Um eletrodoméstico muito antigo pode continuar a funcionar, mas isso não significa que seja seguro. Com o passar do tempo, os componentes sofrem desgaste e podem aumentar o risco de problemas na instalação elétrica.
Maior risco de avarias elétricas – Cabos degradados, sobreaquecimento e falhas internas podem provocar curtos-circuitos, danos elétricos e quebras de energia.
Potencial origem de incêndio – Alguns incêndios domésticos começam precisamente em equipamentos elétricos antigos ou mal conservados. Equipamentos como frigoríficos, máquinas de secar ou termoacumuladores podem representar um risco acrescido quando já ultrapassaram muitos anos de utilização.
Menor eficiência energética – Os aparelhos mais antigos tendem a gastar mais eletricidade, o que se reflete diretamente na fatura energética. Trocar equipamentos antigos por modelos mais eficientes pode ajudar a reduzir consumos, sobretudo em casas com tarifa social de energia elétrica.
Idade dos equipamentos e impacto no seguro
Muitas pessoas não sabem, mas a idade dos equipamentos pode influenciar a cobertura do seguro habitação e este é um dos pontos mais importantes a conhecer antes de precisares de acionar um sinistro.
No caso do MR Habitação Caravela, existem limites associados à antiguidade dos equipamentos.
Isto significa que, se o teu equipamento já ultrapassou estes limites, pode não estar abrangido em determinadas situações de sinistro.
Além disso:
- Danos por desgaste natural normalmente não estão cobertos;
- Falta de manutenção pode excluir indemnizações;
- É importante guardar faturas ou comprovativos de compra.
Se quiseres perceber melhor como estas coberturas funcionam, podes ler o artigo “O seguro habitação protege o equipamento eletrónico e informático?” e também “Seguro Habitação e riscos elétricos: Porque esta cobertura é essencial?”.
Descartar corretamente também é proteger a casa
Reciclar eletrodomésticos antigos não é apenas uma escolha ecológica. É também uma forma indireta de reduzir riscos dentro da habitação.
Ao substituir aparelhos obsoletos e garantir uma recolha de eletrodomésticos velhos adequada, estás a:
- Reduzir o risco de incêndios e avarias elétricas
- Melhorar a eficiência energética da casa
- Evitar problemas associados a equipamentos degradados
- Garantir que os teus equipamentos continuam dentro dos limites de cobertura do seguro habitação
Antes de entregares equipamentos antigos, confirma junto do município ou da entidade responsável quais são as condições de recolha. E, se quiseres perceber melhor como o teu seguro habitação protege os teus bens, descobre o Caravela Lar.
Dúvidas frequentes sobre reciclagem de eletrodomésticos
Posso deixar eletrodomésticos junto ao lixo?
Não. Os equipamentos elétricos e eletrónicos devem ser entregues em locais próprios de recolha e reciclagem.
As lojas são obrigadas a recolher eletrodomésticos antigos?
Sim. Na compra de um equipamento equivalente, existe obrigação de retoma do aparelho antigo. É o que prevê a lei para retoma de eletrodomésticos.
A recolha de monos inclui eletrodomésticos?
Na maioria dos municípios, não. Os eletrodomésticos são REEE e seguem circuitos próprios. Confirma sempre junto do teu município antes de colocar o equipamento na via pública.
Equipamentos muito antigos estão cobertos pelo seguro?
Pode haver limites associados à idade do equipamento. Além disso, danos por desgaste ou falta de manutenção costumam estar excluídos.