Comprar um carro implica mais do que escolher o modelo de que gostas. Há outra decisão importante a tomar: é melhor comprar um carro a pronto ou recorrer a financiamento?

A resposta depende do teu orçamento, das tuas poupanças e do custo do financiamento.

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Em resumo: comprar a pronto tende a ser mais barato no custo total, porque não pagas juros nem outros encargos de crédito. Já o financiamento pode permitir preservar parte das tuas poupanças e distribuir o pagamento por vários meses ou anos. A melhor opção é aquela que faz sentido para a tua situação financeira.

Comprar carro a pronto ou financiado: qual é a diferença?

A diferença é simples.

Ao comprar um carro a pronto, pagas o valor total no momento da compra. Não tens prestações nem juros associados a um crédito.

Ao comprar carro a crédito, pagas uma entrada, quando aplicável, e financias o restante valor. Passas a ter uma prestação mensal durante o prazo definido no contrato e pagas juros e outros encargos.

Comprar a prontoComprar financiado
PagamentoTotal no momento da compraEm prestações
JurosNãoSim
Prestação mensalNãoSim
Poupanças disponíveisDiminuemPodes preservar parte
Custo totalTendencialmente menorTendencialmente maior
Reserva de propriedadeNão associada ao créditoPode existir, dependendo do contrato

Não há uma opção universalmente melhor. O importante é perceber quanto vais pagar e qual o impacto da decisão no teu orçamento.

Comprar carro a pronto: vantagens e desvantagens

Se tens dinheiro disponível para comprar o carro, pagar a pronto pode ser uma solução simples.

Vantagens de comprar a pronto

  • Não pagas juros. O valor pago pelo carro não inclui os custos de um financiamento.
  • Não tens uma prestação mensal. Depois da compra, não tens um crédito automóvel para pagar todos os meses.
  • Sabes logo quanto vais gastar. É mais fácil conhecer o custo da compra desde o início.

Mas atenção às tuas poupanças

Comprar a pronto não significa necessariamente que seja a melhor opção.

Se gastares grande parte das tuas poupanças no carro, podes ficar com pouca margem para despesas inesperadas.

Por exemplo: se tens 25.000 € disponíveis e compras um carro de 22.000 €, o carro fica pago, mas sobram apenas 3.000 €.

Por isso, antes de pagar a pronto, pergunta-te: depois da compra, continuo a ter uma reserva financeira confortável?

Comprar carro a crédito: vantagens e desvantagens

O financiamento automóvel permite distribuir o custo do carro ao longo do tempo.

Pode ser uma solução interessante para quem quer preservar parte das poupanças, mas implica analisar cuidadosamente o custo do crédito.

Vantagens de comprar financiado

  • Manténs parte das tuas poupanças. Não precisas de gastar todo o dinheiro disponível de uma só vez.
  • Distribuis o pagamento. Em vez de suportares todo o custo imediatamente, tens uma prestação mensal.
  • Podes adaptar a entrada ao teu orçamento. Uma entrada maior reduz o montante financiado, mas não deves comprometer a tua reserva financeira apenas para baixar a prestação.

E as desvantagens?

  • O carro pode acabar por custar mais. Aos valores financiados juntam-se juros e outros encargos previstos no contrato.
  • Ficas com uma prestação mensal. É importante garantir que esta despesa continua a ser confortável ao longo de todo o prazo.
  • Pode existir uma reserva de propriedade. A reserva de propriedade pode ser utilizada como garantia num financiamento automóvel e ficar registada relativamente ao veículo, dependendo das condições do contrato.

Por isso, não olhes apenas para a pergunta “quanto vou pagar por mês?”. Pergunta também: quanto vou pagar no total?

O que comparar num financiamento automóvel?

Encontraste uma proposta com uma prestação mensal baixa? Antes de dizeres que sim, compara as condições.

TAN: quanto vais pagar de juros?
A TAN (Taxa Anual Nominal) corresponde à taxa utilizada para calcular os juros do crédito.

TAEG: qual é o custo do crédito?
A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) é uma das principais referências para comparar créditos, porque considera os juros e outros encargos associados ao financiamento.

Se estás a pesquisar por TAEG crédito automóvel, não te fiques apenas pelo valor da prestação. Duas propostas podem ter prestações semelhantes e custos totais bastante diferentes.

Prazo: quanto tempo vais pagar?
Um prazo mais longo pode significar uma prestação mensal mais baixa, mas também pode aumentar o custo total do crédito.

Entrada inicial: quanto vais pagar logo?
Uma entrada maior significa, normalmente, um valor financiado mais baixo. Mas não vale a pena ficares sem uma reserva financeira apenas para reduzir a prestação.

MTIC: quanto vais pagar no total?
O MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) ajuda-te a perceber o custo total do crédito. É um dos valores que deves comparar quando analisas propostas de financiamento.

Antes de decidires, também podes recorrer a um simulador de crédito automóvel, muitas vezes pesquisado como “crédito automóvel simulador”, para perceberes o impacto da prestação e do custo total no teu orçamento antes de avançares com qualquer proposta.

Exemplo: comprar a pronto ou financiar?

Imagina que encontraste um carro por 20.000 €.

Opção 1: comprar a pronto
Pagas: 20.000 €. Não tens juros nem uma prestação mensal associada a um crédito.

Opção 2: comprar financiado
Imagina que dás uma entrada de 5.000 € e financias os restantes 15.000 € durante 5 anos, com uma TAN meramente ilustrativa de 8%.

A prestação seria de aproximadamente 304 € por mês.

Ao longo dos 60 meses, pagarias cerca de 18.249 € pelo financiamento, incluindo aproximadamente 3.249 € de juros.

Somando os 5.000 € da entrada, o custo seria de cerca de 23.249 €.

Neste exemplo, comprar a pronto fica mais barato. O financiamento, por outro lado, permite manter 15.000 € disponíveis no momento da compra.

É esta a troca que deves avaliar: pagar menos no total ou preservar liquidez.

Nota: este é apenas um exemplo matemático. Um financiamento real pode incluir TAN, TAEG, comissões, impostos, seguros e outros encargos diferentes.

E se for um crédito automóvel usado?

Comprar um carro usado com recurso a financiamento pode ser uma opção, mas merece a mesma atenção que a compra de um carro novo.

Num crédito automóvel usado, compara:

  • o preço do carro;
  • o valor da entrada;
  • a prestação mensal;
  • a TAN;
  • a TAEG;
  • o prazo;
  • o MTIC;
  • os restantes encargos do contrato.

E não te esqueças de comparar o custo do financiamento com o próprio valor do veículo. Um carro usado mais barato pode não significar um financiamento mais barato.

Então, qual é a melhor opção?

Depende da tua situação.

Comprar a pronto pode fazer mais sentido se:

  • tens poupanças suficientes;
  • continuas com uma reserva financeira depois da compra;
  • queres evitar juros e prestações;
  • valorizas um custo total mais baixo.

Comprar financiado pode fazer mais sentido se:

  • queres preservar parte das tuas poupanças;
  • tens rendimentos estáveis;
  • consegues suportar confortavelmente a prestação;
  • encontraste uma proposta de crédito com condições adequadas.

A regra mais importante é esta: não escolhas um carro apenas porque consegues pagar a prestação. Considera também todas as outras despesas que vais ter depois da compra e, seja qual for a tua escolha, faz as contas antes de assinar: preço do carro, entrada, prestação, TAN, TAEG, MTIC e restantes despesas.

Quanto custa realmente ter um carro?

O preço do carro é apenas uma parte da conta.

Depois da compra, tens de considerar despesas como:

  • seguro automóvel;
  • combustível ou carregamentos;
  • manutenção e revisões;
  • pneus e peças de desgaste;
  • inspeção periódica, quando aplicável;
  • IUC;
  • estacionamento e portagens;
  • eventuais reparações.

Por isso, antes de decidires quanto podes gastar na compra, calcula também quanto vais gastar por ter o carro.

E o seguro automóvel?

O seguro deve entrar nestas contas desde o início. A responsabilidade civil automóvel é obrigatória, mas podes escolher outras coberturas de acordo com o nível de proteção que procuras.

E atenção: quando estás a tentar reduzir as despesas, escolher o seguro apenas pelo preço pode não ser a melhor estratégia.

No artigo da Caravela “Seguro automóvel barato: vale a pena ou traz riscos escondidos?”, explicamos o que deves ter em atenção quando comparas seguros e porque é importante olhar para além do preço.

Conclusão

No final, não existe uma resposta igual para toda a gente. Seja qual for a tua escolha, faz as contas antes de assinar.

E, depois de escolheres o carro, falta protegê-lo.

Na Caravela podes conhecer as opções de Seguro Automóvel e escolher as coberturas adequadas às tuas necessidades.

Porque comprar o carro é só o início da viagem. Convém seguir caminho protegido.

Perguntas frequentes sobre o tema – FAQs

É mais barato comprar um carro a pronto ou financiado?
Em regra, comprar a pronto tende a ter um custo total inferior, porque não envolve juros nem outros encargos de financiamento. No entanto, deves garantir que a compra não esgota as tuas poupanças.

Vale a pena comprar carro a crédito?
Pode valer a pena se quiseres preservar parte das tuas poupanças e conseguires suportar confortavelmente a prestação. Antes de contratar, compara a TAEG, o prazo e o MTIC.

O que é a reserva de propriedade de um carro?
A reserva de propriedade é uma garantia que pode estar associada a um financiamento automóvel e ser registada sobre o veículo. As condições dependem do contrato celebrado.

Como comparar dois créditos automóveis?
Compara a TAN, a TAEG, o MTIC, o prazo, a entrada inicial, o valor da prestação e os restantes encargos. Não compares apenas a mensalidade.

Comprar um carro usado com crédito compensa?
Pode compensar, dependendo do preço do carro, das condições do crédito e da tua capacidade financeira. Num crédito automóvel usado, compara sempre o custo total do financiamento antes de decidir.


Esta informação é de caráter geral e não dispensa a consulta das condições concretas de cada contrato de crédito, nem da informação pré-contratual e contratual aplicável.